27 de nov de 2020 

A prática regular de exercícios é fundamental para o bom funcionamento do organismo e para a manutenção do sistema imunológico

Por Luana de Oliveira e Luciano Dos Santos

Infográfico sinais da imunidade baixa. Imagem: https://my.oceandrop.com.br/dicas-para-aumentar-imunidade-baixa/

SEDENTARISMO: O MAL DO SÉCULO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sedentarismo pode ser considerado o novo mal do século. Segundo dados da Organização Mundial Da Saúde (OMS) e do Imperial College London, 70% da população mundial é sedentária. Recentemente, um de seus estudos, realizado em 2017, apontou que 124 milhões de jovens são obesos no mundo todo. Em frente a esse cenário a OMS lançou a ação "Let's be Active" (Vamos ser Livres, em tradução ao português), estimulando a prática de exercícios físicos. 

Porém, apesar de vários incentivos de organizações e estudos comprovados sobre os benefícios do exercício físico, muitas pessoas ainda são sedentárias e isso acontece porque temos à disposição uma grande gama de dispositivos eletrônicos que são concebidos com a intenção de facilitar nossa vida ou de nos proporcionar um maior entretenimento, mas que ao mesmo tempo podem acabar se tornando os vilões da saúde de muitas pessoas. E a falta da prática de atividades físicas em conjunto com uma alimentação desiquilibrada, a imunidade do corpo fica baixa, ela que é responsável por manter nosso corpo livre de infeções e doenças e combatê-las. 

Apesar do alto nível de sedentarismo, a maioria das pessoas já têm a consciência de que a prática regular de exercícios físicos aumenta muito a qualidade de vida e previne o envelhecimento precoce, mas ainda assim uma grande parte não consegue abandonar o estilo de vida sedentário por vários motivos e ao levar uma vida sedentária, a pessoa acaba prejudicando o seu próprio sistema imunológico.

 

O sistema imunológico, também conhecido como imune ou imunitário, é composto por uma vasta rede de células e moléculas que estão espalhadas por todo o corpo humano.  Elas são responsáveis por defender o organismo de doenças e ajudar a preveni-las. E assim, o sistema imunológico se torna responsável por manter a saúde do organismo.

Acompanhe na íntegra a explicação do Dr. Guilherme, médico geral, sobre o assunto:

A Organização Mundial da Saúde considera sedentarismo, ou inatividade física, a falta ou a diminuição da prática de atividade física semanal, não contando somente a prática de exercícios físicos, mas também qualquer atividade que necessite de movimento. Visto isso, é de suma importância a prática de pelo menos, mínimos esforços físicos para auxiliar na saúde e manter o corpo em pleno funcionamento.

 

Além de prejudicar o fortalecimento do sistema imunológico, o sedentarismo é causa de várias doenças e problemas de saúde, isso ocorre pois sem a prática de exercícios o corpo fica “fraco”, sem força para combater as doenças, prejudicando também a saúde mental e intelectual do indivíduo. 

 

Além de praticar atividade física regularmente, é de grande importância que a pessoa mantenha uma alimentação balanceada. Esses dois fatores são fundamentais para a manutenção do sistema imunológico. Quando ocorre a mudança para um estilo de vida mais saudável, o salto na qualidade de vida é notado imediatamente.

 

Um exemplo claro dessa mudança de estilo de vida é o jovem Lucas Rozanski, de 21 anos, morador de Blumenau. O relato dele nos mostra que levar uma vida mais saudável e ativa vale muito a pena. “Comecei a prática de exercícios físicos em 2017, após passar anos da minha vida parado, num estado de sedentarismo. Minha adolescência se resumiu a muitas horas diárias em frente ao computador, jogando. Alimentava-me extremamente mal e não ingeria nem a metade da quantidade de água recomendada (2l por dia). Minha alimentação diária era baseada em muito café e bolachas. Após frequentar uma nutricionista, me dei conta de que minha saúde estava num estado crítico e eu necessitava mudar. O primeiro passo foi mudar minha alimentação e interromper o consumo de açúcar. A mudança em minha vida foi para melhor, sem sombra de dúvidas. Me sinto mais vivo, com mais energia e mais resistente. Quando eu era uma pessoa sedentária eu ficava doente com muita facilidade. Em todo inverno eu pegava gripe, e ela me deixava bem debilitado. Como o tempo aqui muda radicalmente de uma hora pra outra, eu estava sempre resfriado. Depois que incorporei a atividade física em minha vida, esses problemas passaram a ser muito esporádicos, é muito difícil eu ficar doente agora. Se eu soubesse que a mudança em minha vida seria tão grande, eu com certeza teria adotado esse estilo de vida muito antes.”

Atividade física: SAIBA OS BENEFÍCIOS DE FUGIR DO SEDENTARISMO

 

 

 

 

 

 

 

 

A combinação de diversos fatores pode modificar o sistema imunológico, como: a idade, os fatores fisiológicos, biológicos, genéticos, hereditários, e principalmente a alimentação e a prática de atividade física.

Mas afinal, como a prática de exercícios impacta no sistema imunológico? O preparador físico João Paulo Kienolt, formado em educação física, explica o processo que ocorre no organismo. “Inicialmente o organismo entende a atividade física como uma “quebra na homeostase”, que grosso modo se refere a um desequilíbrio do seu estado normal, e para manter o seu bom funcionamento, uma série de ações fisiológicas ocorrem, sendo uma delas a liberação de células imunes e hormônios reparadores, para deixar o corpo preparado para uma nova atividade, mantendo assim o corpo mais forte para futuras ações”

O corpo humano reage de diferentes formas à prática de atividade física, e alguns tipos de exercícios são mais indicados para quem necessita fortalecer seu sistema imunológico, e consequentemente, aumentar sua imunidade. “Os exercícios mais indicados para o aumento da imunidade são os de baixa a moderada intensidade. Isto porque nosso corpo, como mencionado anteriormente, entende a atividade física como um desequilíbrio em suas funções fisiológicas, assim precisando ser reparado. Exercícios de baixa a moderada intensidade, seguindo a indicação da OMS de 150 minutos por semana, são a melhor opção pensando em aumento da imunidade e manutenção da saúde”, afirma João.

 

Mas muita calma nessa hora! É importante lembrar que pessoas que estão com o sistema imunológico enfraquecido precisam ter muito cuidado antes de começar os treinos, para que a situação não se agrave. João diz que é fundamental que a causa da queda da imunidade seja esclarecida. “Uma pessoa com baixa imunidade deve primeiramente procurar um médico para identificar a causa. Muitas vezes, uma baixa de vitaminas, questões hormonais ou outras patologias podem ser a causa, e nestes casos o indicado é tratar-se, para posteriormente, já tendo a liberação médica, iniciar ou continuar o programa de atividade física gradualmente, sempre com exercícios leves e progredir conforme o seu organismo.

 

Nosso organismo é único, e a capacidade de suportar exercícios físicos é individual. Uma atividade considerada leve para um pode não ser para o outro, por isso sempre procure liberação médica para a prática e acompanhamento de um profissional de educação física para elaboração e monitoração do programa de treinamento.”

EXERCÍCIO FÍSICO E A COVID-19

A pandemia do novo coronavírus tem assolado o mundo de forma avassaladora. O elevado número de vítimas revela a gravidade da doença causada pelo vírus, a COVID-19, que se mostra ainda mais mortífera contra aqueles que fazem parte do grupo de risco, que inclui idosos, portadores de doenças crônicas (como doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, diabetes e etc.), pessoas com o sistema imunológico comprometido, fumantes e obesos. Em todo o mundo, o número de casos é de quase 43 milhões e o número de mortes ultrapassa a marca de um milhão de pessoas.
 

Diante da alta gravidade da doença, fica explícita a importância de estar com o sistema imunológico em dia, e a doutora Grace Huscher Arceno, médica cardiologista, afirma que a atividade física se mostra grande aliada também contra a COVID-19. “De forma indireta, a prática de exercícios físicos tem sim, um fator protetor na redução dos sintomas de COVID-19. Isso porque, os grupos de maior risco de ter uma resposta grave na infecção por COVID-19, são os pacientes hipertensos, diabéticos e obesos. A atividade física regular diminui a incidência dessas doenças na população em geral, tornando menor o risco de ocorrerem complicações decorrentes da infecção pelo coronavírus”, explica.

 
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EXERCÍCIO FÍSICO E SEUS EFEITOS

Explicação do Dr. Guilherme sobre a prática de exercícios físicos e a influência deles no sistema imunológico:
Infográfico: atividades físicas e seus benefícios | Produzido por Luana de Oliveira

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